alchemya*

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*o segundo instante.*

02/23/2026 10:13pm.


= i'll try anything once.

leia-me, cal-ma-men-te.

deixe que essas palavras se sentem e existam, antes de sequer falar. enquanto me escreve, sinta-me, calmamente. deixe que tudo isso saía. sinta calmamente cada palavra, cada letra. leia-me intencionalmente com cada um dos meus pontos finais.

e do mais alto (no topo) que pudermos estar, vigia-me. em cada vírgula. em cada acentuado. no mais alto calmamente me observe, compreenda-me, relembra-me e tenha paciência comigo.

o mundo muitas vezes não me dá espaço para falhas. erros gramaticais. errando, intencionalmente, cuidadosamente, leia-me. nas entre-linhas, é tudo o que eu posso falar.

quanto tempo passou desde um primeiro instante? entrou pela janela a primeira fagulha, importada, uma transação sem fins comerciais. esquecida e momentaneamente estrangeira.

tudo o que eu quero falar não me interessa. e o seu tempo é o descompasso do meu. em outra janela, te escrevo. me reservo o tempo de escrever o que enquanto ainda idealizo.


agora sinta-me. pa-ci-en-te-men-te. você me entende agora? eu não me entendo, então escrevo calmamente. me dei um prazo, "preciso me contemplar. para que algo saía disso, preciso me reavaliar." avalia-me. revisa-me. formata-me. embola-me, jogue no lixo. apaga-me. esqueça-me.

do mais alto de volta à sensação de primeira vista; escrevo apressadamente, querendo medir o meu inexplicável. eu posso virar qualquer pedra, chamar qualquer lugar de casa, mas quando volto, sou só mais um garoto. quero ser mais que qualquer outro verbo, então você (eu) conjuga-me.

leia-me. por favor. leia-me. não só escaneie os olhos pelas palavras. imagina-me frente a ti, lhe recitando. se eu fico quieto tempo demais, perco as palavras ou a voz. leia-me cal-ma-men-te. mesmo que eu me escreva apressado. “por te falar eu te assustarei e te perderei? mas se eu não falar eu me perderei, e por me perder eu te perderia.”

relaxe os ombros, deixe-me entrar e fazer parte de tudo. e não ter que ir. estou arqueado, é verdade. estou aprendendo a escrever. é tudo tão ridículo. revisionando-nos, o topo é o novo céu de um só destino.

organizei essas coisas metodicamente. na ilusão préterita-perfeita. esqueci que é na bagunça que a vida se organiza. me separei um espaço sem pressa e sem expectativa. existimos em instantes compartilhados, em ecos e em entrelinhas.

eu estou me entendendo. su-a-ve-men-te vou me escrever. hoje é [redigido]. acordei, é de dia outra vez. hoje tem tudo pra ser lindo. tenho certeza disso! foi uma semana difícil, apesar disso do outro lado da mesa, me vejo, calmamente.

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